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terça-feira, 21 de agosto de 2012

O monitoramento de agrotóxicos na água


por PGAPereira. Foi detectada a existência de 27 tipos diferentes de agrotóxicos na água dos municípios. Avaliar a presença de agrotóxicos na água para consumo humano, a fim de identificar fatores de riscos e definir ações preventivas fazem parte das recentes preocupações do Ministério da Saúde (MS), por meio da Portaria 2.914, de 12 de dezembro de 2011. Todos os estados, inclusive Roraima, apresentaram um plano de monitoramento do controle e qualidade da água. A expectativa é iniciar as ações em julho. O Departamento de Vigilância Ambiental, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) responsável pela elaboração e execução do plano, além de coletar as amostras de água, definiu que será feita duas análises por ano. “O Ministério determinará os dois períodos de análises. Acreditamos que possa ser em meados de julho a primeira ação”, diz Ivete Fernandes, gerente do Programa de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano Estadual (Vigiágua).Ivete explicou que as amostras dos municípios irão passar pelo Laboratório Central de Roraima (Lacen) e serão enviadas para o Instituto Evandro chagas (IEC), unidade referência na Região Norte, todas de uma vez.   Segundo a gerente, o plano contempla os 15 municípios, devido uma pesquisa feita pelo Departamento Ambiental, que diagnosticou que todos os municípios correm risco de apresentar algum índice de agrotóxicos. “Às vezes, pessoas fazem uso abusivo de inseticidas nas plantações, colocando em riso a saúde e o meio ambiente. Foram apurados para o plano, 27 tipos diferentes de agrotóxicos no solo do Estado. Resta saber o prejuízo disso”, frisou Ivete.

 Competências
Um dos trabalhos desenvolvidos pelo Estado é promover e acompanhar a vigilância da qualidade da água, em articulação com os Municípios e com os responsáveis pelo controle da qualidade da água. Além das ações especificadas do Programa Vigiágua e as ações inerentes aos laboratórios de saúde pública. Para os municípios, uma das suas funções é inspecionar o controle da qualidade da água produzida e distribuída, bem como as práticas operacionais adotadas no sistema de abastecimento de água, notificando seus respectivos responsáveis para sanar as possíveis irregularidades. Ponto crucial também do município é garantir informações à população sobre a qualidade da água para consumo humano e os riscos à saúde.

sábado, 14 de julho de 2012

Águas em áreas urbanas são de péssima qualidade


          por PGAPereira. Apesar de 81% dos recursos hídricos monitorados no Brasil estarem em excelentes ou boas condições, o baixo índice de coleta e tratamento de esgotos faz com que 47% das águas localizadas em áreas urbanas sejam avaliadas como ruins ou péssimas. A constatação faz parte do estudo Panorama da Qualidade das Águas Superficiais – 2012, divulgado nesta terça-feira (19/6) pela Agência Nacional de Águas (ANA).Dos 1.988 pontos monitorados em 2010 pela ANA, tanto em áreas urbanas como rurais 75% apresentaram boa condição do Índice de Qualidade de Água (IQA). O estudo mostra que 6% foram classificadas como excelente, 11% como regular, e 7% como ruim ou péssima.
          A situação é bem diferente quando o meio analisado é o urbano. Em 47% dos 135 pontos monitorados, a condição da água analisada foi classificada como péssima ou ruim. A ANA atribui esse fato à “alta taxa de urbanização nessas regiões e aos baixos níveis de coleta e tratamento de esgotos domésticos”. Segundo o estudo, 45,7% dos domicílios brasileiros têm acesso à rede de esgoto. Além disso, o país trata apenas 30,5% do esgoto que gera.A Região Hidrográfica (RH) do Paraná é a que apresentou maior índice de pontos com IQA péssimo ou ruim: 61%. É nessa RH que 32% da carga remanescente de esgotos domésticos do país são depositados. Parte dela é proveniente de São Paulo, Curitiba, Goiânia e Campinas, e das cabeceiras dos rios Tietê, Iguaçu e Meia Ponte. Dos 658 pontos com série histórica, analisados entre 2001 e 2010, 47 apresentaram “tendência de melhora da qualidade de água”. Desses, 25 estão na RH do Paraná (24 no estado de São Paulo e um no Paraná); 17 na RH do Atlântico Sudeste e cinco na RH do São Francisco. O estudo aponta, entre eles, rios de grande densidade urbana, caso do Tietê, na cidade de São Paulo, e o Rio das Velhas, em Belo Horizonte (MG).
          O estudo da ANA informa que, de acordo com órgãos gestores estaduais de recursos hídricos, a causa provável dessa melhora são “investimentos em ampliações do sistema de coleta de esgotos; de estações de Tratamento de Esgotos (ETEs), ou o aumento de sua eficiência”.“Por outro lado, 45 pontos daqueles que apresentaram série histórica revelaram tendência de piora do IQA”, acrescentou o estudo. Desse total, a maioria (21) também está localizada na RH do Paraná, e 15 estão na RH do São Francisco.Segundo o estudo, a piora do IQA nessas áreas se deve ao “crescimento populacional não acompanhado por investimentos em saneamento, fontes industriais e atividades agropecuárias e de mineração”. Apesar disso, a ANA avalia que “a retomada dos investimentos em saneamento ocorrida nos últimos anos já apresenta alguns resultados”, como a melhoria de alguns desses rios.O estudo foi elaborado pela Agência Nacional de Águas com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e de órgãos gestores estaduais de recursos hídricos.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Malária avança no Amazonas

Por PGAPereira.  Foto - O mosquito Anopheles é o vetor da Malária

O que é MALÁRIA?
Características - A malária, também conhecida por paludismo, impaludismo ou febre palustre, é uma doença causada por protozoários do gênero Plasmodium. Quatro espécies de plasmódios podem infectar o homem: Plasmodium falciparum (P. falciparum) que causa a forma mais grave da doença, Plasmodium vivax (P. vivax), predominante no Brasil, Plasmodium ovale (P. ovale), que ocorre apenas no continente Africano e Plasmodium malariae (P. malariae).
Transmissão - O plasmódio é geralmente transmitido ao homem pela picada de mosquitos do gênero Anopheles (também conhecidos como “mosquito prego”). Somente a fêmea do Anopheles se alimenta de sangue, por isso, só ela pode transmitir a malária ao picar a pessoa para se alimentar. As fêmeas infectadas possuem centenas ou até milhares de plasmódios em suas glândulas salivares. Cada vez que elas picam uma pessoa, muitos desses protozoários entram em contato com os vasos sanguíneos da pele. A malária também pode ser transmitida por transfusão sanguínea e de mãe para filho (transmissão congênita).
Sintomas - As manifestações iniciais são acessos febris, que podem ser regulares ou não, mal estar, dores de cabeça e pelo corpo, cansaço e calafrios. A doença pode evoluir para quadros mais graves como anemia, icterícia (pele amarelada), comprometimento de órgãos vitais (rins, pulmões e cérebro), convulsões, coma e morte do paciente.
Prevenção - As principais formas de prevenção são o uso de inseticidas, que matam os insetos adultos, a eliminação dos criadouros de mosquitos mediante aterros, drenagens, limpeza e desobstrução das margens de rios e canais e a substituição da irrigação com canais a céu aberto por sistemas que utilizem tubos fechados, já que os mosquitos se criam em coleções de água como represas, lagos, lagoas, rios, valas, alagadiços temporários, etc. Como proteção individual recomenda-se o uso de repelentes, telas nas janelas, mosquiteiro ao redor da cama e que se evite viajar para áreas onde há alta incidência da doença. Não existe vacina disponível para malária. Atualmente, uma vacina para a doença vem sendo testada em Moçambique e os testes iniciais vêm mostrando bons resultados.
Tratamento - Existem medicamentos para tratamento da malária (como cloroquina, quinina, mefloquina entre outros), e a doença pode ser tratada com sucesso se for detectada precocemente.
Distribuição - A malária está presente em mais de 100 países. No Brasil é encontrada principalmente na região da Amazônia legal.
A Malária está avançando com as cheias - Os números de casos de malária aumentaram 30% nos três primeiros meses do ano no Amazonas, em decorrência das cheias nos rios do Estado. A informação é da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), vinculada à Secretaria de Saúde do Amazonas, que apontou como outro motivo para a elevação do índice a dificuldade de acessar as regiões mais afastadas, como zonas rurais e aldeias indígenas.A diretora técnica da FVS, Lubélia Sá Freire, informou que o órgão está adotando várias medidas para prevenir a doença, tais como a distribuição de mosquiteiros. “Nós estamos atuando e aumentando, principalmente, o processo de distribuição de mosquiteiros impregnados [cortinados de rede embebidos com inseticida que não fazem mal à saúde], usados para ações individuais e também a pelagem de casa. O governo do estado está garantindo a assistência neste momento”, disse.
          Segundo ela, há equipes de plantão para fazer o atendimento nos municípios amazonenses. “Nesse período, nós mobilizamos equipes de cada setor para atender os municípios mais atingidos que fazem a preparação destas comunidades porque ainda teremos cheias até que o fluxo das águas recue, segundo a Defesa Civil estadual. As nossas estradas são os rios, então nós temos que conviver com isso e continuar desenvolvendo estratégias para combater as cheias”, ressaltou.
          De acordo com o Ministério da Saúde, o Amazonas é o segundo maior estado com concentração de casos de malária do país. Em 2010, foram registrados 74.136 casos e, no ano passado, 60.668 – uma redução de 18%. Ainda de acordo como o órgão, a Amazônia Legal – área compreendida pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, de Mato Grosso, do Pará, de Rondônia, Roraima, do Tocantins e parte do estado do Maranhão – concentram 99% dos casos de malária no país.O ministério repassou R$ 15 milhões em 2011 para a instalação de mais de 1 milhão de mosquiteiros com inseticidas e enviou 194 microscópios para a rede de diagnósticos de malária, 39 caminhonetes e 250 mil testes rápidos para verificação da doença. 


sexta-feira, 4 de maio de 2012

5.266 municípios arrecadando 20% de suas receitas

Buenos Aires arrecada menos de 20% de sua receita

Por PGAPereira.  As cidades brasileiras não se sustentam. A maioria, 83% de 5.266 municípios, do total de 5.565 existentes hoje no país, não consegue gerar nem 20% da receita de seu orçamento. O dado faz parte de um estudo inédito da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) sobre a gestão fiscal municipal, de 2006 a 2010. Nesse estudo, só 2% das cidades tiveram nota geral máxima — apenas 95 prefeituras têm gestão excelente das finanças, enquanto mais da metade do total, ou 64%, está em situação difícil ou crítica ao gerir o orçamento. A nota geral do país também pouco melhorou: subiu só 1,9%.A Firjan criou um Índice de Gestão Fiscal que mede cinco itens: capacidade que o município tem de gerar receita (arrecadação); gastos com pessoal; capacidade de fazer investimentos; custo da dívida (o peso do pagamento de juros e amortizações); e uso de restos a pagar (a capacidade de pagar dívidas do ano anterior). Esse índice foi medido de 2006 a 2010, em 5.266 municípios (há 297 que não entregaram dados fiscais ao Tesouro, e, por isso, não entraram na pesquisa) — e um dos principais resultados foi a má administração municipal no item geração de receita. Nos 4.372 (83%) municípios que não geravam nem 20% das receitas, moravam 35,2% da população.São municípios que não se sustentam. Se fossem uma empresa, seriam como uma filial falida de uma matriz. Só 83 prefeituras, 1,6% do total, conseguem pagar a folha de pessoal com dinheiro próprio. As outras 98,4% precisam de transferências da União e dos estados — afirma Guilherme Mercês, gerente de Estudos Econômicos da Firjan.Cidades com frágil sistema de gestão e que vivem só das transferências federais caminham eventualmente para a falência — diz José Matias-Pereira, professor de Administração Pública da UnB.
          Além da incapacidade de gerar receita própria, outra deficiência foi o aumento do gasto com pessoal, item que teve a nota que mais piorou de 2006 a 2010. Caiu 15,2%. Significa, diz a Firjan, que os gastos com pessoal passaram de 45% das receitas correntes líquidas das prefeituras para 50% — aumento de R$ 37,6 bilhões de 2006 a 2010, atualizados pela inflação. Enquanto isso, o gasto das prefeituras com investimento é baixo: metade delas está em situação difícil ou crítica nesse quesito, tendo aplicado em 2010, em média, 7% da receita. É no item investimentos que entrariam, por exemplo, projetos de infraestrutura em transporte e habitação.Boa parte da explicação sobre a incapacidade dos municípios de gerar receita recai sobre a falta de desenvolvimento da economia local das regiões. Segundo a Associação Brasileira de Municípios (ABM), apesar de a maioria da população brasileira ser urbana, cerca de 50% das cidades do país têm base econômica agrícola, com atividades produtivas e renda da população que geram arrecadação de baixo valor.


           De toda a receita arrecadada no Brasil hoje, de 60% a 65% são da União; de 20% a 25%, dos estados; e apenas de 17% a 19%, dos municípios — sublinha José Carlos Rassier, secretário-geral da ABM. — A saída é estimular as economias locais e o desenvolvimento regional de forma integrada. Há má distribuição de recursos, principalmente levando-se em conta que, após a Constituição de 88, os municípios ganharam mais responsabilidades em Saúde e Educação, e até por isso houve mais gastos com pessoal. Mas a cooperação federativa precisa melhorar. No Uruguai, toda a educação é federal. Em outros países, há muitas obrigações para unidades regionais, equivalentes aos estados. Aqui, Borá (SP), com menos de mil habitantes, tem as mesmas obrigações que São Paulo.Mesmo cidades com boas notas em gestão fiscal nem sempre oferecem à população serviços de qualidade ou boa infraestrutura urbana. Ourilândia do Norte (PA) é a sétima melhor do país, no entanto  mais da metade de seus domicílios não tem saneamento, segundo o IBGE, e 12,6% de sua população com 15 anos ou mais são analfabetos.A boa gestão de hoje não tem efeito imediato no desenvolvimento do município — diz Gabriel Pinto, especialista em Desenvolvimento Econômico da Firjan. — Santa Isabel (GO), a melhor hoje, em 2006 estava na 4.510ª posição. Hoje, ela pode ainda não ter bons indicadores sociais porque o reflexo da boa gestão nos serviços sociais é um processo de médio a longo prazo.Isso demonstra que boa gestão não necessariamente traz boa política social. Maior gasto com pessoal, mesmo com Educação, não necessariamente significa qualidade: pode ter havido mais contratações de professores, mas por baixos salários — diz Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. — Tem de se ver a qualidade do gasto, não só sua gestão.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Só 95 municípios têm receitas maiores que despesas


          Por PGAPereira. A mistura de despesas elevadas com funcionalismo, receita própria reduzida e investimentos escassos ou até inexistentes leva duas em cada três cidades brasileiras (63,5%) a viver situação financeira difícil ou crítica.

          O retrato está no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), elaborado pela Federação das Indústrias do Rio com dados de 2010 para medir a qualidade da administração financeira das cidades. Só 95 (1,8%) das 5.266 prefeituras avaliadas tiveram as gestões das contas consideradas excelentes, com conceito A. O levantamento, que ajuda a explicar a desproporção entre a qualidade dos serviços públicos e a elevada carga tributária brasileira, mostra que Sul e Sudeste abrigam 81 das 100 municipalidades com melhor desempenho nas finanças. Na ponta inversa, as 93 piores administrações estavam no Norte e no Nordeste - em correlação forte, mas não automática, com a renda.
          O presidente da Confederação Nacional dos Municípios Paulo Ziulkoski- na foto,  desde muito tempo vem alertando que a cada dia os municípios brasileiros  vem sofrendo com a falta de recursos, devidos aos cortes dos recursos, principalmente no que se referem ao Fundo de Participação dos Municípios - FPM, o que vem deixando as prefeituras em grandes dificuldades para se administrar. Dez anos após a edição da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a média dos municípios levou a um IFGF Brasil de 0,5321 em 2010, 1,9% a mais do que o resultado de 2006, base de comparação estabelecida no trabalho. O resultado de 2010 coloca o IFGF nacional no nível de "gestão em dificuldade" e foi negativamente influenciado pelos gastos com pessoal das cidades, cujo indicador caiu de 0,6811 para 0,5773 - menos 15,2%.
Estabilidade no custo da dívida (piora de 0,3%) e avanço modesto na receita própria (6,9%) completou o quadro ruim. A reduzida melhora foi garantida pelo avanço nos investimentos (9,5%) e na administração dos restos a pagar (16,3%), sob a influência do crescimento recorde de 7,5% da economia em 2010.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Beribéri no Maranhão,Tocantins e Roraima



Por PGAPereira

BRASÍLIA – A partir deste mês, municípios dos Estados do Maranhão, Tocantins e de Roraima vão receber a visita de equipes do Ministério da Saúde. O motivo é o beribéri, doença causada pela carência da vitamina B1 no organismo. Desde 2006, o país vem notificando casos e em 2010 foram registradas três mortes.A idéia é saber as causas do ressurgimento do beribéri no Brasil, que ficou sem registro da doença pelo menos por 80 anos, e a incidência nesses estados. Profissionais das três regiões serão capacitados para diagnosticar a doença, muitas vezes confundida com outras enfermidades.“Um guia de consulta está pronto para orientar os profissionais. Não é um diagnóstico fácil, se confunde com um quadro de desnutrição”, disse Helvécio Magalhães, secretário de Atenção à Saúde do ministério. “A nossa impressão é que seja pontual”.Não há um levantamento nacional de casos de beribéri porque a notificação pelos médicos não é obrigatória, explicou o secretário.Os sintomas do beribéri são cansaço, falta de ar, dificuldade de caminhar e dores nas pernas. A doença pode afetar o coração e levar à morte. O tratamento é a aplicação na veia e por via oral de vitamina, encontrada em alimentos como cereais, leite, ovos e peixe.
          Os técnicos do ministério vão percorrer, até maio, comunidades indígenas de Roraima, as cidades de Araguaína e Tocantinópolis, no Tocantins; e Imperatriz e Açailândia, no Maranhão.A Secretaria de Saúde maranhense já iniciou a investigação de nove casos suspeitos de beribéri registrados de 2011 até o início deste ano, de acordo com a superintendente de Epidemiologia, Maria das Graças Lírio.Em 2006, o Maranhão enfrentou um surto de beribéri, com mais de 1.200 casos e 40 mortes. Na época, a causa foi uma toxina liberada por um fungo que contaminou uma produção de arroz, inibindo a absorção da vitamina B1.Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) constataram que a maioria das vítimas era homens de 20 a 30 anos de idade, que viviam nas cidades.Nos últimos 20 anos, especialistas têm encontrado focos isolados da doença na população mundial. O médico holandês Christiaan Eijkman foi o primeiro a descobrir que o beribéri era decorrente de deficiência na alimentação. O nome da doença significa "não posso, não posso", na língua do Sri Lanka.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Teníases



Por Paulo Gomes

Tênia-Solitária – A infecção do intestino ocorre quando as pessoas comem carne de porco crua contaminada, carne, ou peixe de água doce. As pessoas adquirem tênias comendo peixe, carne mal cozida ou de água doce que contêm cistos de tênia. A tênia no intestino geralmente não causa sintoma, mas pode causar desconforto abdominal, diarréia e perda de apetite. Os cistos da tênia que se formam no corpo  produzem vários sintomas, como dores de cabeça, convulsões e confusão. Os médicos diagnosticam a infecção ao encontrar segmentos do verme ou ovos em uma amostra de fezes ou cistos em outras partes do corpo, fazendo imagens ou exames de sangue. Cozinhar por 30 minutos a carne de peixe e de água doce pode ajudar a prevenir a infecção. Antiparasitários como o praziquantel BILTRICIDE podem ser usados para tratar a infecção, e os corticosteróides podem ser utilizados para aliviar os sintomas. Várias espécies de vermes, como Taenia saginata (tênia da carne), Taenia solium (tênia de porco), e Diphyllobothrium latum (tênia do peixe), podem causar infecção em pessoas.
Tênia do porco e Tênia do peixe -  As tênias da carne suína e bovina são grandes, são vermes planos que vivem no intestino e pode crescer de 4,5 até 9 metros de comprimento.  Os ovos e secções do verme (proglotes) são evacuados ​​nas fezes.  Se os resíduos humanos não tratados forem liberados no ambiente, os ovos podem ser ingeridos por hospedeiros intermediários, tais como suínos, bovinos, ou (no caso de tênias de peixes) pequenos crustáceos, que por sua vez são ingeridos por peixes.  Os ovos eclodem em larvas no hospedeiro intermediário.  As larvas invadem a parede intestinal e são transportados através da corrente sanguínea para o músculo esquelético e outros tecidos, onde formam cistos.  As pessoas adquirem o parasita pela ingestão dos cistos na carne crua ou mal cozida ou certos tipos de peixes de água doce.  Os cistos eclodem e se desenvolvem em vermes adultos, que se aderem à parede intestinal.  Os vermes então crescem em comprimento e começam a produzir ovos. Você sabia que as tênias podem crescer de 4,5 a 9 metros de comprimento. Só para a tênia do porco, as pessoas que ingerem os ovos podem se tornar um hospedeiro intermediário (as pessoas não podem ser hospedeiros intermediários de outros vermes).  Eles podem engolir os ovos da tênia de porco em alimentos ou água contaminadas com fezes humanas, ou eles podem transferir os ovos para a boca após o contato com uma pessoa infectada ou com a roupa contaminada e mobiliário.  Ou ovos podem atingir o estômago se proglótides forem regurgitados desde o intestino.  Como em animais hospedeiros intermediários, os ovos se desenvolvem em larvas.  As larvas penetram na parede intestinal e deslocam-se para o cérebro,para os músculos,e outros órgãos, ou tecido sob a pele, onde formam cistos (cisticercos).  Nas pessoas, esta forma da doença é chamada cisticercose.
Tênia do gado -  Sintomas e Diagnóstico -   Embora a tênia no intestino geralmente não cause sintomas, algumas pessoas sentem desconforto abdominal superior, diarreia e perda de apetite.  Ocasionalmente, pessoas com uma solitária pode evacuar pedaço do verme que são evacuados  através do ânus ou até ver parte da tênia semelhante a uma fita nas fezes.  A tênia do peixe pode causar anemia, pois absorve a vitamina B 12, que é necessária para o amadurecimento  das células vermelhas do sangue. Cistos no cérebro e nos tecidos que revestem o cérebro (meninges) em pessoas com cisticercose pode resultar em dores de cabeça, convulsões, confusão ou outros sintomas neurológicos.  Raramente, cistos desenvolvem-se nos olhos, às vezes causando cegueira, ou na medula espinhal, causando, por vezes, fraqueza muscular ou paralisia. Um médico diagnostica a infecção intestinal por tênia encontrando segmentos do verme ou ovos em uma amostra de fezes.  Em pessoas com cisticercose, cistos no cérebro ou de outros tecidos podem ser vistos usando a tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (MRI).  Exames de sangue para detecção de anticorpos para a tênia do porco também podem ser úteis.
Prevenção e Tratamento - A primeira linha de defesa contra a tênia é cozinhar carne e peixe de água doce a uma temperatura superior a (135 ° F) 57 ° C.  O congelamento prolongado também pode matar cistos.  Assim, peixes de água doce não devem ser servidos como sushi e devem ser consumidos apenas após ter sido cozidos, devidamente congelados, ou curados em salmoura.  Fumagem e secagem não matam os cistos.  Outra linha de defesa é uma avaliação cuidadosa de carne e peixe por inspetores treinados.  Os cistos são visíveis em carne infectada.  O tratamento adequado dos dejetos humanos interrompe o ciclo de vida e, portanto, ajuda a prevenir a cisticercose. Uma pessoa com uma tênia intestinal é tratada com uma dose oral única de praziquantel BILTRICIDE (EUA).  Cisticercose geralmente não é tratada, a menos que envolva o cérebro.  Se a pessoa infectada tem sintomas, corticosteróides como a prednisona são dadas para reduzir a inflamação. Dependendo de vários fatores, tais como sintomas e do número e localização de cistos no cérebro, antiparasitários (como albendazol Albenza ou praziquantel BILTRICIDE, nos EUA ) e corticosteróides podem ser administrados.  Estas drogas não são usadas para tratar cistos no olho ou da medula espinhal, porque pode provocar inflamação grave que pode danificar os tecidos circundantes.