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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Prefeito de Recife descuida do lixo e da população











por PGAPereira. Estas fotos mostram o descaso da Secretaria de Educação do município para com a sua população, provavelmente esses meninos nunca tenham assistido aulas de prevenção de saúde pública ou visto os micróbios através de microscópios e as doenças que eles provocam. No ano passado, o Brasil produziu uma montanha de lixo. Foram quase 63 milhões de toneladas de resíduos sólidos. É mais do que absurdo e indignação. É desperdício e inoperância. A foto do menino de Saramandaia, quase engolido pela sujeira do canal, carrega um pouco de todos nós (ver galeria de imagens no final da matéria). É o nosso lixo de cada dia que está ali, espiando os pecados de uma cidade que não aprendeu a tratar seus restos com consciência e cidadania. A confissão de culpa flagrada em cada detalhe. Perpetuada nos milhares de garrafas PET, sacos plásticos, latinhas de refrigerante, na trivial embalagem de margarina. Quase tudo reaproveitável. Não deveria, nem precisava estar lá. De onde veio esse mar de entulhos que, dragado pela maré baixa do Canal do Arruda, sufoca e corrói a infância dos meninos de Saramandaia? Como ele foi parar ali na foto que correu o mundo? Basta ver. É lixo vindo das nossas cozinhas, da rotina diária de todas as casas. Lixo doméstico. Produzido por uma metrópole que ainda não incorporou, sequer descobriu a coleta seletiva como um hábito saudável e urgente. A população até sabe da importância de reciclar, mas o costume de separar garrafas, vidro, papel é muito mais discurso do que prática. Uma pesquisa inédita do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Meio Ambiente do Ministério Público de Pernambuco, realizada com moradores do Grande Recife, vai direto ao ponto. Feito no final do ano passado e recém-concluído, o levantamento não deixa dúvidas: todos são a favor da reciclagem. Mas poucos, pouquíssimos, contribuem com ela. Os números evidenciam a contradição do dia a dia. Cerca de 95% dos moradores ouvidos consideram a coleta seletiva importante. Mas apenas 10% separam diariamente o lixo, condição fundamental para a reciclagem. Na tentativa de apontar uma explicação para um percentual tão baixo de adeptos da coleta seletiva, a pesquisa questiona entre os que afirmaram que “nunca”, “raramente” ou “só às vezes” separam os resíduos, o porquê dessa resistência? A resposta coloca o dedo na ferida: quase 60% dos entrevistados afirmaram que não fazem a coleta separada porque a prefeitura, na hora de recolher o material reciclável, mistura tudo com o lixo comum. É um problema agravado por outro. Se o universo dos que reciclam é mínimo, a falta de continuidade e exemplo do poder público desestimula, e até afasta, quem poderia e deveria ser convencido a adotar uma prática mais sustentável. O impasse se volta, de novo, para a foto de Paulinho, o menino de 9 anos, que ganha, quando muito, R$ 5, por dia, para separar o lixo que o descaso e a omissão jogaram no canal. A pesquisa, feita em parceria com a Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire), quis saber, quem, na opinião da população, é o maior responsável pelos problemas gerados pelo lixo. Pelo menos no discurso, a compreensão é clara: para quase 60% das pessoas ouvidas, esse é um problema de “todos”. Nas ruas do Recife, o resultado do levantamento fica evidente de uma forma inconteste e preocupante. Não importa qual o pedaço da cidade, se o lado dos ricos ou dos mais pobres, o hábito de jogar dejetos nas vias públicas é uma prática de todos. Independe do endereço e do valor do IPTU pago. Improvável imaginar que na Avenida Beira-Rio, no bairro das Graças, área nobre da capital, existe um lixão a céu aberto. Mas ali, às margens do Rio Capibaribe e aos pés dos arranha-céus de luxo, cresce diariamente um depósito alimentado pelos restos de construção de prédios e casas de moradores da própria região. A reportagem flagrou o momento em que um dos carroceiros despejava metralha trazida de uma reforma feita por um edifício a poucas quadras dali. Uma rápida olhada no lixo orgânico depositado no trecho privilegiado da cidade também é revelador: garrafas de vinho italiano, azeite extravirgem de qualidade e vinagre balsâmico se misturam a restos de comida que espalham o mau-cheiro e se infesta de insetos o lado rico do rio. Morador da área, o administrador de empresas Ivan Rui de Andrade Lima está cansado de ver, de madrugada, caçambas e caminhonetes despejando os restos de construção na beira do Capibaribe. “É o lixo da classe média alta. Como se esse não fosse um problema também deles. Querem se livrar dos entulhos e jogam em qualquer lugar. É revoltante”, diz. Ele mesmo evitou que os restos de construção da reforma feita no próprio edifício fossem jogados na beira do rio. “Quando vi que os funcionários da empresa responsável pelo serviço iam jogar lá, adverti. Esse eu consegui evitar”, conta. É a mesma falta de consciência que incomoda o vigia Uberlândio Nascimento, morador de um conjunto popular do bairro da Torre, na Zona Norte da cidade. Acostumado a ver os vizinhos jogando lixo até pela janela, ele desabafa: “O problema é que as pessoas reclamam, mas ninguém faz a sua parte. O bom é jogar a culpa nos outros”. Na calçada do residencial, o cenário traduz a revolta do vigia: sacos de lixo rasgados e espalhados e um colchão velho largado na calçada.    

domingo, 3 de novembro de 2013

Agrotóxicos em alimentos do Brasil

por PGAPereira. Pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revela que ainda é alta a presença de resíduos de agrotóxicos em muitos alimentos presentes na mesa dos brasileiros. Cerca de 36% das amostras de alimentos de 2011 e 29% das amostras de 2012 apresentaram resultados insatisfatórios nessa questão, de acordo com o relatório de atividades do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). No ano passado, por exemplo, 59% das amostras de morango foram consideradas insatisfatórias. Nesse cálculo, pesam quesitos como a presença de agrotóxico não autorizado para o alimento analisado; uso de agrotóxico autorizado, mas acima do Limite Máximo de Resíduo (LMR); e a detecção, conjunta, de agrotóxico não autorizado e autorizado, mas acima do limite permitido. Das amostras de pepino, no ano passado, 42% foram consideradas insatisfatórias pela Anvisa. Para o abacaxi, o índice foi de 41%. Nas amostras de cenoura, 33% foram classificadas como insatisfatórias no ano passado. Das amostras insatisfatórias, cerca de 30% se referem a agrotóxicos que estão sendo reavaliados pela Anvisa. Mas uma surpresa foi a presença de pelo menos dois agrotóxicos que nunca foram registrados no Brasil: o azaconazol e o tebufempirade. Eles foram encontrados em amostras de uva. Segundo a Anvisa, isso sugere que os produtos podem ter entrado no Brasil por contrabando. "Outro resultado de destaque foi a detecção de aldicarbe em uma amostra de arroz. Trata-se do ingrediente ativo de maior toxicidade aguda dentre todos os agrotóxicos de uso agrícola, sendo também o mais empregado, indevidamente, como raticida ilegal, sob a denominação popular de 'chumbinho'. Sua reavaliação toxicológica foi efetuada em 2006, e em decorrência deste processo, diversas medidas restritivas foram recomendadas pela Anvisa e implementadas pelo fabricante do único produto formulado até então registrado no País, que desenvolveu um programa de controle específico para este produto", cita o estudo, referente a dados de 2011. Na elaboração da pesquisa foram analisadas 3.293 amostras de alface, arroz, cenoura, feijão, mamão, pepino, pimentão, tomate e uva. A íntegra do estudo está disponível para consulta na internet, no site da Anvisa. Em 2012, 36% das amostras puderam ser rastreadas até o produtor e 50% até o distribuidor do alimento. A Anvisa explica que a escolha dos alimentos considerou dados de consumo obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativos à disponibilidade desses alimentos nos supermercados das diferentes unidades da federação e no perfil de uso de agrotóxicos. Em nota, o diretor presidente da agência, Dirceu Barbano, afirma que "a Anvisa tem se esforçado para eliminar ou diminuir os riscos no consumo de alimentos, isto se aplica também aos vegetais. Por esta razão a agência monitora os índices de agrotóxicos presentes nas culturas. Nós precisamos ampliar a capacidade do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária de monitorar o risco tanto para o consumidor como para o produtor para preservar a saúde da população". A Anvisa coordena o PARA em conjunto com órgãos de vigilância sanitária estaduais e municipais, que realizam os procedimentos de coleta dos alimentos nos supermercados e de envio aos laboratórios para análise. 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O suicídio

por PGAPereira e Melissa Conrad.  O suicídio é um problema de saúde pública, com mais de 32 mil pessoas morrendo por suicídio a cada ano nos Estados Unidos, ou cerca de 80 suicídios por dia. Além de suicídios, outras 1.500 tentativas de suicídio ocorrem a cada dia. Na faixa etária de 65 anos, o suicídio é a quarta principal causa de morte nos Estados Unidos. O suicídio ocorre em pessoas de todas as idades e origens, mas certos grupos de pessoas estão em risco maior de tentativas de suicídio. Estes incluem pessoas com uma doença psiquiátrica e um passado histórico de tentativa de suicídio. Os homens são mais propensos do que as mulheres a cometer suicídio, embora as tentativas sejam mais comuns entre as mulheres. Uma história familiar de, ou exposição a, suicídio, alterações nos níveis de neurotransmissores no cérebro, e impulsividade são outros fatores que podem aumentar o risco de um indivíduo se suicidar. Enquanto o suicídio não é universalmente evitável, é possível reconhecer alguns sinais e sintomas que podem permitir que você ou seus entes queridos tenha acesso a tratamento antes de uma advertência de tentativa de suicídio. Estimou-se que 75% das vítimas de suicídio exibiam alguns sinais ou sintomas.
O que é o suicídio? O suicídio é o processo de propositadamente por fim a própria vida. A forma como as sociedades ver o suicídio varia muito de acordo com a cultura e religião. Por exemplo, muitas culturas ocidentais, bem como tendência atual do judaísmo, islamismo e cristianismo tendem a ver o suicídio como bastante negativo. Um mito sobre o suicídio, que pode ser o resultado dessa visão é considerar o suicídio como sempre o resultado de uma doença mental. Algumas sociedades também tratam uma tentativa de suicídio, como se fosse um crime. No entanto, os suicídios são por vezes visto como compreensível ou até mesmo honrado em certas circunstâncias, como em protesto à perseguição (por exemplo, a greve de fome), como parte da batalha ou de resistência (por exemplo, os pilotos suicidas da Segunda Guerra Mundial) ou como uma maneira de preservar a honra de uma pessoa desonrada (por exemplo, matando a si mesmo para preservar a honra ou a segurança dos membros da família). Cerca de 1 milhão de pessoas no mundo cometem suicídio a cada ano, em qualquer lugar ocorrem 10 a 20 milhões de tentativas de suicídio por ano. Cerca de 30.000 pessoas supostamente matam-se a cada ano nos Estados Unidos. O número real de suicídios é provavelmente maior, porque algumas mortes que foram imaginadas ​​para ser um acidente, como um acidente de um único carro, overdose, ou de tiro, não é reconhecido como sendo um suicídio. O suicídio é a oitava principal causa de morte em homens e a 16ª principal causa de morte em mulheres. A maior freqüência de suicídios em homens contra mulheres é consistente em toda a vida. Nos Estados Unidos, os meninos de 10-14 anos de idade cometeram suicídio duas vezes mais que seus pares do sexo feminino. Adolescentes de 15-19 anos de idade cometem suicídios cinco vezes mais do que as meninas da sua idade, e homens de 20-24 anos de idade cometeram suicídio 10 vezes mais do que as mulheres da sua idade. Gays, lésbicas e outros jovens de minorias sexuais correm mais risco de pensar e de tentar suicídio do que jovens heterossexuais. O suicídio é a terceira causa de morte das pessoas de 10-24 anos de idade. Estatísticas de suicídio de adolescentes para jovens de 15-19 anos de idade indicam que nas décadas de 1950-1990, a freqüência de suicídios aumentou 300% e entre 1990-2003, essa taxa diminuiu 35%. No entanto, desde 2000-2006, a taxa de suicídio tem aumentado gradualmente, tanto entre os com 10-24 anos e os grupos etários de 25-64 anos de idade. Enquanto a taxa de homicídio-suicídio continua a ser baixa em 0,0001% (1 para 10.000), a devastação que ele cria faz com que seja uma questão de saúde pública preocupante. A taxa de suicídios pode variar de acordo com a época do ano, como poços a certa hora do dia. Por exemplo, o número de suicídios por jogar-se na frente de um trem tende a pico logo após o pôr do Sol e cerca de 10 horas antes de cada dia. Embora profissionais como policiais e dentistas sejam considerados mais vulneráveis ​​ao suicídio do que outros, falhas importantes foram encontradas na pesquisa sobre a qual essas alegações se baseiam. Em oposição ao comportamento suicida, a automutilação é definida como deliberadamente ferir a si mesmo sem querer causar a própria morte. Exemplos de comportamentos automutiladores incluem o corte de qualquer parte do corpo, habitualmente dos pulsos. Autotatuagem também é considerada automutilação. Outros comportamentos autoagressivos incluem tocar fogo em si mesmo ( autoqueima), bater com a cabeça, beliscar, e coçar. O suicídio medicamente assistido é definido como o fim da vida de uma pessoa que está em estado terminal de uma maneira que seja minimamente indolor ou dolorosa  a  fim de acabar com o sofrimento do indivíduo. É também chamado de eutanásia e morte misericordiosa. Em 1997, a Suprema Corte dos EUA decidiu contra o endossamento suicida assistido por médico como um direito constitucional, mas permitido cada estado promulgar leis que permitem que isso seja feito. A partir de 2009, Oregon e Washington foram os únicos estados com leis em vigor que autorizaram o suicídio assistido por médico. Suicídio assistido por médico parece ser menos ofensivo para as pessoas em relação ao suicídio assistido que é feito por um não-médico, embora a aceitação de ambos os meios para acabar com a vida tende a aumentar com a idade e com o número de vezes que a pessoa que deseja sua própria morte pede repetidamente tal assistência.
Quais são os efeitos do suicídio? Os efeitos do comportamento suicida ou suicídio consumado em amigos e familiares são muitas vezes devastadores. As pessoas que perdem um ente querido pelo suicídio (sobreviventes de suicídio) estão mais em risco de se tornarem preocupados com o motivo do suicídio enquanto querer negar ou esconder a causa da morte, se perguntando se eles poderiam ter evitado isso, sentindo-se culpado com os problemas que precederam o suicídio, sentindo-se rejeitado por sua amada, e estigmatizados por outros. Os sobreviventes podem experimentar uma grande variedade de emoções conflitantes sobre o falecido, sentindo tudo, desde a dor emocional intensa e tristeza sobre a perda, impotente para impedi-lo, desejando a pessoa que perdeu, e raiva do falecido por tirar a sua própria vida para seu alívio se o suicídio ocorreu após anos de doença física ou mental, em sua amada. Isto é bastante compreensível, uma vez que a pessoa que está sofrendo é ao mesmo tempo a vítima e o autor do ato fatal. Indivíduos deixados pelo suicídio de um ente querido tendem a experimentar luto complicado em reação a essa perda. Os sintomas de dor que podem ser experimentados por sobreviventes de suicídio incluem intensa emoção e saudade pelos pensamentos dos falecidos, severamente intrusivos sobre o ente querido perdido, sentimentos extremos de isolamento e vazio, evitando fazer novas coisas que trazem de volta lembranças dos que partiram, ou os problemas pioraram ao dormir, e não ter nenhum interesse em atividades que a vítima costumava gostar.
 Quais são as possíveis causas do suicídio? - Embora as razões por que as pessoas cometem suicídio sejam multifacetadas e complexas, as circunstâncias da vida que podem preceder imediatamente alguém cometer suicídio incluem o período de tempo de pelo menos uma semana após a alta de um hospital psiquiátrico ou uma súbita mudança na forma como a pessoa parece sentir (por exemplo, muito pior ou muito melhor). Exemplos de possíveis gatilhos (precipitantes) para o suicídio são as perdas reais ou imaginárias, como o rompimento de um relacionamento amoroso, em movimento, perda (especialmente se por suicídio) de um amigo, a perda da liberdade, ou perda de outros privilégios. Armas de fogo são, de longe, os métodos mais comuns pelos quais as pessoas levam a sua vida, respondendo por quase 60% das mortes por suicídio por ano. As pessoas mais velhas são mais propensas a se matar usando uma arma de fogo em comparação com os mais jovens. Outro método de suicídio utilizado por algumas pessoas é por ameaças de policiais, às vezes até com uma arma descarregada ou uma arma falsa. Que é comumente referido como "suicídio por policial". Embora as armas de fogo sejam a forma como as pessoas cometem suicídio completo mais comum, tentativas de overdose de medicação é o meio mais comum pelo qual as pessoas tentam se matar.

Quais são os fatores de risco e fatores de proteção para o suicídio? - Etnicamente, as maiores taxas de suicídio nos Estados Unidos ocorrem em brancos não-hispânicos e nativos americanos. As menores taxas estão em negros não-hispânicos, asiáticos, das ilhas do Pacífico, e hispânicos. Antigos países do Bloco do Leste têm atualmente as maiores taxas de suicídio em todo o mundo, enquanto a América do Sul tem a menor. Padrões geográficos de suicídios são tais que os indivíduos que vivem em uma área rural em relação área urbana e oeste dos Estados Unidos contra os do leste dos Estados Unidos estão em maior risco de se matarem. A maioria das conclusões suicidas ocorre durante a primavera. Na maioria dos países, as mulheres continuam a tentar o suicídio com mais freqüência, mas os homens tendem a completar o suicídio com mais freqüência. Embora a freqüência de suicídios de jovens tenha vindo a aumentar nos últimos anos, idosos caucasianos do sexo masculino continuam a ter a maior taxa de suicídio. Outros fatores de risco para tirar a vida de um suicida incluem o estado civil solteiro, desemprego, baixa renda, doença mental, uma história de ser fisicamente ou abusadas sexualmente, uma história pessoal de pensamentos suicidas, ameaças ou comportamentos, ou uma história familiar de tentativa de suicídio. Dados sobre doenças mentais como fatores de risco indicam que a depressão, psicose maníaco-depressiva, esquizofrenia, abuso de substâncias, transtornos alimentares e ansiedade severa aumentam a probabilidade de tentativas de suicídio e conclusões. Nove em cada 10 pessoas que se suicidam tinham um problema de saúde mental diagnosticável e até três de cada quatro indivíduos que pôs fim a sua própria vida tinha uma doença física quando cometeu suicídio. Os comportamentos que tendem a ser vinculados com tentativas de suicídio são conclusões de incluir a violência contra os outros e automutilação, como cortar seus pulsos ou outras partes do corpo, ou queima-se. Os fatores de riscos para adultos que cometem assassinato-suicídio incluem sexo masculino, cuidadores mais velhos, o acesso a armas de fogo, a separação ou o divórcio, depressão e abuso de substâncias. Em crianças e adolescentes sendo intimidados por bullying parecem estar associados com um aumento do risco de comportamentos suicidas. Especificamente em relação a adolescentes do sexo masculino que, finalmente, são intimados cometerem um assassinato-suicídio, tiroteios em escolas, pode desempenhar um papel significativo em colocá-los em risco quanto a este resultado. Outro fator de risco que torna crianças e adolescentes mais em risco de suicídio em comparação com os adultos é a de ter alguém que eles conhecem cometido suicídio, o que é chamado de contágio ou formação deaglomerador. Geralmente, a ausência de doença mental e abuso de substâncias, assim como a presença de um sistema de apoio social forte, diminuem a probabilidade de que uma pessoa vai matar a si próprio. Ter filhos com menos de 18 anos de idade também tende a ser um fator de proteção contra as mães que cometem suicídio.
Quais são os sinais e sintomas de suicídio? - Os sinais de aviso de que um indivíduo esteja eminentemente planejando se matar podem incluir a pessoa fazer um testamento, recebendo os seus assuntos em ordem, de repente, visitar amigos ou familiares (mais uma vez), possuir instrumentos de suicídio como uma arma,comprar mangueira, corda, comprimidos ou outras formas de medicamentos, uma queda ou melhora súbita e significativa no humor, ou escrever um bilhete de suicídio. Ao contrário da crença popular, muitas pessoas que se suicidaram completamente não disseram a seu terapeuta ou qualquer outro profissional de saúde mental que planejavam se matar nos meses antes de fazê-lo. Se eles não comunicam seu plano a ninguém, é mais provável que seja alguém com quem eles estão pessoalmente próximos, como um amigo ou membro da família. Indivíduos que acabam com suas vidas tendem a sofrer de ansiedade ou depressão grave, cujos sintomas podem incluir abuso moderado de álcool, insônia, agitação intensa, perda de interesse em atividades que gostavam (anedonia), desesperança e pensamentos persistentes sobre a possibilidade de algo ruim acontecer. Desde que comportamentos suicidas são muitas vezes bastante impulsivos, a remoção de armas, medicamentos, facas e outros instrumentos que as pessoas costumam usar para se matar, retirá-los do ambiente imediatamente pode permitir o tempo individual para pensar mais claramente e, talvez, escolher a forma mais racional de lidar com a sua dor.
Como são avaliados os pensamentos e comportamentos suicidas? - A avaliação de pensamentos e comportamentos de riscos realizados por profissionais de saúde mental em suicidas muitas vezes envolve uma avaliação da presença, gravidade e duração dos sentimentos suicidas nas pessoas que eles tratam como parte de uma avaliação global da saúde mental da pessoa. Por isso, além de fazer perguntas sobre a história de saúde mental da família e sobre os sintomas de uma variedade de problemas emocionais (por exemplo, ansiedade, depressão, alterações de humor, pensamentos bizarros, abuso de substâncias, distúrbios alimentares, e qualquer história a ser traumatizada), os médicos perguntam freqüentemente as pessoas que avaliam sobre todos os pensamentos do passado ou do presente suicidas, sonhos, intenções e planos. Se o indivíduo já tentou o suicídio, as informações sobre as circunstâncias da tentativa, bem como o grau de perigosidade do método e os resultados da tentativa, pode ser explorado. Qualquer outra história de comportamento violento pode ser avaliada. A situação atual da pessoa, como estressores recentes (por exemplo, o fim de um relacionamento, problemas familiares), as fontes de apoio e acessibilidade de armas são muitas vezes detectados. Qual o tratamento que a pessoa pode estar recebendo e como ele ou ela tenha respondido ao tratamento recentemente e no passado, são outras questões profissionais de saúde mental que tendem a explorar durante uma avaliação. Às vezes, os profissionais avaliam o risco de suicídio, usando uma escala de avaliação. Tal escala é chamada de escala PESSOAS SAD, que identifica fatores de risco para o suicídio como segue:  Sexo (masculino);  Idade mais jovem do que 19 anos ou mais de 45 anos de idade;  A depressão (grave o suficiente para ser considerada clinicamente significativa);  Tentativa de suicídio anterior ou receberam serviços de saúde mental de qualquer tipo;  Consumo excessivo de álcool ou outras drogas;  O pensamento racional perdido;  Separados, divorciados ou viúvos (ou outro fim da relação significativos) ;  Plano de suicídio ou tentativa séria organizada;  Pouco ou nenhum apoio social;  Doença médica ou doença crônica.
Qual é o tratamento para os pensamentos e comportamentos suicidas?  - Aqueles que tratam de pessoas que tentam o suicídio tendem a adaptar o tratamento imediato com as necessidades individuais da pessoa. Aqueles que têm uma família sensível e intacta, boas amizades, geralmente bons apoios sociais, e que têm uma história de ser esperançoso e tem um desejo de resolver os conflitos podem precisar apenas uma breve intervenção orientada a crise. No entanto, aqueles que praticaram tentativas de suicídio anteriores, mostraram um alto grau de intenção de se matar, parecem estar sofrendo de depressão ou outras doenças graves ou mentais estão abusando de álcool ou outras drogas têm dificuldade para controlar seus impulsos, ou têm famílias que não estão dispostas a se comprometer com o aconselhamento estão em maior risco e podem precisar de internação psiquiátrica e serviços ambulatoriais de saúde mental a longo prazo. Medidas de prevenção de suicídio que são postas em prática após uma internação psiquiátrica geralmente envolvem profissionais de saúde mental que tentam implementar um plano de tratamento ambulatorial abrangente antes do indivíduo cometer o ato. Isto é ainda mais importante, pois muitas pessoas não conseguem cumprir a terapia ambulatorial após a saída do hospital. Recomenda-se frequentemente que todas as armas de fogo e outras armas serem retiradas da casa, porque o indivíduo pode ainda encontrar o acesso a armas e outros objetos perigosos armazenados em sua casa, mesmo bloqueados. É ainda muitas vezes recomendado que objetos afiados e medicamentos potencialmente letais estejam associados como resultado da tentativa. O tratamento vigoroso do distúrbio psiquiátrico subjacente é importante na redução de risco a curto prazo e longo prazo. Contratação de uma pessoa para cuidar do suicida não foi mostrado ser especialmente eficaz na prevenção de comportamentos suicidas, mas a técnica ainda pode ser útil na avaliação do risco, uma vez que a  recusa a concordar em abster-se de prejudicar a si mesmo ou não chegarem a um acordo para contar a uma determinada pessoa poder indicar uma intenção de prejudicar a si mesmo. A contratante também pode ajudar o indivíduo a identificar fontes de apoio que ele ou ela pode recorrer no caso que se repitam pensamentos suicidas. Terapia da conversa que se concentra em ajudar a pessoa a entender como seus pensamentos e comportamentos afetam uns aos outros (terapia cognitivo-comportamental) foi encontrado ser um tratamento eficaz para muitas pessoas que lutam com pensamentos de auto-agressão. Programas de intervenção escolar em que os adolescentes recebem apoio e educados sobre os fatores de risco, sintomas e formas de gerir pensamentos suicidas em si mesmos e como envolver os adultos quando eles ou um par expressa o pensamento suicida foram encontrados diminuir o número de vezes de tentativa de suicídio de adolescentes.  Embora as preocupações fossem levantadas sobre a possibilidade de que medicações antidepressivas aumentem a freqüência de tentativas de suicídio, os profissionais de saúde mental tentam colocar essas preocupações no contexto da necessidade de tratar os problemas emocionais graves que estão normalmente associados com a tentativa de suicídio e o fato de que o número de suicídios que são preenchidos por pessoas com transtornos mentais parecem diminuir com o tratamento. A eficácia da medicação de tratamento para a depressão em adolescentes é suportada pela pesquisa, particularmente quando o medicamento é combinado com a psicoterapia. Na verdade, a preocupação tem sido expressa de reduzir ao prescrever antidepressivos desde que a Food and Drug Administration acha necessário que as etiquetas de alarme sejam colocadas sobre estes medicamentos visto que podem estar relacionados com o aumento de 18,2% nos suicídios da juventide nos EUA entre 2003-2004, após uma década de diminuição constante. Além disso, o uso de antidepressivos específicos tem sido associado com as taxas mais baixas de suicídio em adolescentes. Os medicamentos estabilizadores do humor como lítio (Lithobid) -, bem como medicamentos que tratam de pensamento bizarros e / ou ansiedade severa, como a clozapina (Leponex), risperidona (Risperdal) e aripiprazol (Abilify) - também foram relacionadas diminuir o probabilidade de as pessoas se suicidarem.
Como as pessoas podem lidar com pensamentos suicidas?  - No esforço para lidar com pensamentos suicidas, o silêncio é o inimigo. Sugestões para ajudar as pessoas a sobreviver a pensamentos suicidas incluem envolver a ajuda de um médico ou outro profissional de saúde, um conselheiro espiritual, ou imediatamente discar para o SOS suicídio ou ir para a sala de emergência mais próxima ou centro de crise de saúde mental. Para evitar agir sobre os pensamentos suicidas, é muitas vezes sugerido que os indivíduos que sofreram pensamento suicidas mantenha uma lista escrita ou mental das pessoas a chamar no caso de pensamentos suicidas voltarem. Outras estratégias incluem ter alguém para guardar todos os medicamentos para evitar a overdose, a remoção de facas, pistolas e outras armas a partir do lar, agendamento de atividades de aliviar o estresse todos os dias, se reunir com os outros para evitar o isolamento, anotando sentimentos, inclusive os positivos, e evitando a utilização de álcool ou de outras drogas.
 Como as pessoas podem lidar com o suicídio de um ente querido? A dor que está associada com a morte de um ente querido por suicídio apresenta desafios intensos e únicos. Além da dor já significativa sofrida por alguém que perde um ente querido, os sobreviventes de suicídio pode se sentir culpados por não ter sido capaz de impedir que sua amada  se suicidasse e as miríades de emoções conflitantes já discutidas. Amigos e familiares podem está mais propensos a experimentar arrependimento sobre os conflitos ou outros problemas que tinham em sua relação com o falecido, e eles podem até se sentir culpados durante toda a vida, enquanto a sua amada não foi. Portanto, os indivíduos que perdem um ente querido por suicídio estão mais em risco de se tornarem preocupados com o motivo do suicídio, enquanto talvez querendo negar ou esconder a causa da morte, se perguntando se eles poderiam ter evitado isso, sentindo-se culpado com os problemas que antecederam o suicídio, sentindo-se rejeitados por sua amada e estigmatizados por outros. Algumas técnicas de autoajuda para lidar com o suicídio de um ente querido incluem evitar o isolamento por ficar envolvido com os outros, compartilhando a experiência de participar de um grupo de apoio ou manter um diário, pensando em maneiras de lidar com isso quando outras experiências de vida desencadeiam memórias dolorosas sobre a perda, a compreensão de que a melhor obtenção envolve sentirem-se melhor alguns dias e pior em outros dias, resistindo à pressão para superar a perda, e o sobrevivente do suicídio está fazendo o que é certo para eles em seus esforços para se recuperar. Muitas pessoas, especialmente os pais de crianças que cometem suicídio, têm algum conforto em ser capaz de usar essa terrível experiência como uma forma de estabelecer um memorial a sua amada. Isso pode assumir a forma de tudo, de plantar uma árvore ou pintando um mural em homenagem ao falecido a estabelecer um fundo de compensação no nome de sua amada para ensinar aos outros sobre a sobrevivência de suicídio infantil. Geralmente, dicas de sobrevivência de lamentar a morte através do suicídio são tão diferentes e numerosas quanto existe pessoas enlutadas. Cuidar da pessoa enlutada por si própria através de continuados hábitos alimentares nutritivos e regulares e recebendo, embora não excessiva, descanso extra pode ajudar a fortalecer a sua capacidade de suportar esse evento muito difícil. Ao incentivar aqueles que optarem por escrever um diário para não aplicar regras rígidas ao processo como parte da recuperação do suicídio, algumas das idéias incentivadoras incluem a limitação do tempo ao diário de 15 minutos por dia ou menos para diminuir a probabilidade de agravamento da dor, escrevendo como imagina a sua vida será um ano a partir da data do suicídio, e identificar claramente os sentimentos que permitirem mais fácil rastreamento do processo de luto do indivíduo. Para ajudar as crianças e adolescentes a lidarem emocionalmente com o suicídio de um amigo ou membro da família, é importante garantir que eles recebam atenções consistentes e interação freqüente com os adultos de apoio. Todas as crianças e adolescentes podem se beneficiar e ser tranqüilizados que eles não causaram o suicídio de seu amado, vai um longo caminho para diminuir nas crianças e adolescentes a tendência de desenvolvimento apropriadas para culpar a si mesmos e os sentimentos de raiva podem que ter se abrigado no seu ente querido perdido para o suicídio. Para as crianças em idade escolar e idosos, a participação adequada na escola, social, e atividades extracurriculares é necessário uma resolução bem sucedida de luto. Para os adolescentes, mantendo relações positivas com os pares torna-se importante para ajudar os adolescentes a descobrirem como lidar com a pessoa amada suicida. Dependendo do adolescente, ele ainda pode encontrar interações com colegas e familiares mais úteis do que as fontes formais de apoio com o seu conselheiro escolar.
Resumo sobre o suicídio - O suicídio é o processo de propositadamente pôr fim a própria vida. Como as sociedades vêem o suicídio varia de acordo com a cultura, a religião, as normas étnicas, e as circunstâncias em que ele ocorre. Cerca de 1 milhão de pessoas no mundo cometem suicídio a cada ano - cerca de 30 mil a cada ano nos Estados Unidos.  A automutilação é o ato de deliberadamente ferir a si mesmo sem querer causar a própria morte. O suicídio assistido por médico é definido como um médico que termina a vida de uma pessoa que está com doença incurável de maneira que seja indolor ou minimamente doloroso com o objetivo de acabar com o sofrimento do indivíduo. Os efeitos do suicídio sobre os entes queridos dos falecidos podem ser devastadores, resultando em sobreviventes de suicídio suportando uma variedade de conflitos e emoções dolorosas.  As circunstâncias de vida que podem preceder imediatamente um suicídio incluem o período de tempo de pelo menos uma semana após a alta de um hospital psiquiátrico, uma súbita mudança na forma como a pessoa parece se sentir, ou uma perda real ou imaginária. Armas de fogo são os meios mais comuns pelas quais as pessoas levam suas vidas. Outros métodos comuns incluem overdose de medicamentos, asfixia e enforcamento.  Há sexo, idade, etnia e fatores de risco para o suicídio geográfico, bem como aqueles com base no histórico familiar, os estresses da vida e assistência médica e do estado de saúde mental.  Em crianças e adolescentes, o bullying e sua intimidação parecem estar associados com cometer o suicídio, e que sendo intimidado pode colocá-los em risco de cometer um assassinato-suicídio.  Os sinais de aviso de que um indivíduo está iminentemente planejando suicidar-se pode incluir a realização de uma vontade, recebendo suas / seus assuntos em ordem, de repente visitar ou escrever cartas para seus entes queridos, a compra de instrumentos de suicídio, passando por uma mudança repentina de humor ou escrever um bilhete de suicídio. Muitas pessoas que se suicidaram não disseram a qualquer profissional sobre sua intenção nos meses antes de fazê-lo. Se eles têm um plano, é mais provável que seja um amigo ou membro da família. A avaliação do risco de suicídio muitas vezes envolve uma avaliação da presença, gravidade e duração dos pensamentos suicidas como parte de uma avaliação de saúde mental.  O tratamento de pensamentos suicidas ou tentativas envolve adaptar o tratamento imediato com as necessidades individuais do sofredor. Aqueles com um sistema de apoio social forte, que tem uma história ser esperançosa e tem um desejo de resolver os conflitos podem precisar apenas uma breve intervenção de orientação à crise. Aqueles com sintomas mais graves ou com menos apoio social podem precisar de hospitalização e serviços ambulatoriais de saúde mental a longo prazo.  O tratamento de qualquer problema emocional subjacente usando uma combinação de psicoterapia, planejamento de segurança, e medicação continua a ser o pilar da prevenção ao suicídio. Pessoas que estão planejando o suicídio são encorajadas a falar com um médico ou outro profissional de saúde, conselheiro espiritual, ou ir imediatamente para a sala de emergência mais próxima ou centro de crise de saúde mental para serem ajudadas. Aqueles que tiveram pensamentos suicidas são geralmente direcionados a manter uma lista de pessoas a chamar caso esses pensamentos voltem. Outras estratégias incluem ter alguém para guardar todos os medicamentos para evitar a overdose, a remoção de todas as armas do lar, marcar atividades freqüentes para aliviar o estresse, se reunir com os outros, escrevendo sentimentos e evitar o uso de álcool ou outras drogas. Técnicas para lidar com o suicídio de um ente querido incluem alimentação nutritiva, descanso extra, escrever sobre suas emoções, conversar com outras pessoas sobre a experiência, pensar em maneiras de lidar com lembranças dolorosas, compreender como o seu estado de espírito pode variar, resistir à pressão para se lamentar pelo tempo de qualquer outro lugar, e sobreviver a fazer o que é certo para eles. Para ajudar as crianças e adolescentes a lidar com o suicídio de um ente querido é importante garantir que eles recebam aconsselhamento consistente, interação freqüente com os pares de apoio e adultos, e compreensão de seus sentimentos como eles se relacionam com a sua idade.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

108 bilhões de pessoas viveram na Terra

por PGAPereira. Quantas pessoas já tinham vivido no mundo. A melhor resposta que eu poderia encontrar veio de um estudo realizado por uma organização chamada Population Reference Bureau: 108 bilhões. Fiquei impressionado com a magnitude do número. Ainda é comum ouvir-se que mais pessoas estão vivas hoje do que já viveu. Ou uma afirmação ainda mais extrema: a de que 75 por cento de todos os que já caminharam sobre a Terra está vivendo hoje. Mas isso não é nem perto de ser correta. Pelos cálculos do Population Reference Bureau, a proporção de vivos para mortos é apenas cerca de 6 por cento. O autor do estudo, Carl Haub, descreve os pressupostos que entraram em seus cálculos. O Homo Sapiens moderno  acredita-se ter feito a sua aparição em torno de 50.000 aC, de modo que foi o ano zero para a sua contagem. Quanto mais as pessoas começaram a se mover de uma existência nômade como caçadores-coletores para uma vida mais sedentária, como os agricultores, a população mundial cresceu a um ritmo crescente. Há realmente uma especialidade chamada paleodemography e Haub se baseou em várias estimativas para chegar a uma população de cerca de 5 milhões de europeus em 8000 aC. Os especialistas dos aD estimam que havia pelo menos 45 milhões de pessoas no Império Romano. Extrapolando para cima, Haub coloca a população mundial na época em cerca de 300 milhões. Com base em vários pressupostos sobre taxa de natalidade e do impacto da mortalidade infantil, o infanticídio, e a Peste Negra, demorou até 1650 para o número chegar a meio bilhão, superando 1 bilhão apenas no século 19. Hoje, a população é de 7,1 bilhões e subindo, mas a acumulação total de pessoas, vivos e mortos, atingiu 108 bilhões. Isso foi muito interessante. Meu interesse principal, no entanto, foi o de comparar o número com quantos restos humanos, na verdade, foram encontrados. Todas as nossas teorias sobre como era a vida nos tempos pré-históricos - incluindo a prevalência de câncer e outras doenças - só pode ser obtida a partir da evidência à mão. 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Doenças diarreicas agudas da água em PE

por PGAPereira. Primeiro, a chuva que começou a cair sobre as áreas atingidas pela seca trouxe alegria: após dois anos de uma provação que parecia ter ficado no passado, o verde surgia e a água voltava para os rios, açudes e barragens. Pouco tempo depois, essa mesma chuva trazia assombro: hospitais e postos de saúde de dezenas de municípios recebiam uma quantidade inédita de pessoas com sintomas de doenças diarreicas agudas (DDA), que pode levar principalmente crianças e idosos à morte. Em Pernambuco, os números espantam: 46,5% dos municípios (86 cidades) estão em zona epidêmica (regionais de Arcoverde, Caruaru, Limoeiro, Goiana, Afogados da Ingazeira e Petrolina são as mais atingidas). Outros 41,1% estão em zona de alerta (76 cidades, sendo mais vulneráveis as regionais de Serra Talhada, Palmares, Salgueiro, Ouricuri e Garanhuns). Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, que não divulga a lista dos municípios, mas as gerências onde eles estão de janeiro a junho, seis óbitos foram causados pela DDA (cinco mulheres e um homem). Número pode aumentar porque outros casos esperam confirmação. Alagoas apresenta situação mais dramática: são 48 mortes, 11 delas em Palmeira dos Índios.
           Em Arcoverde, Sertão de Pernambuco, o número de doentes que procurou postos de saúde e hospitais é espantoso: em junho de 2012 foram 364 pessoas com DDA, este ano, no mesmo período, 1.720 pacientes apresentaram sintomas como vômito e diarreia forte, além de hepatite A, outra doença associada à água infectada. Historicamente, o período da chuva se caracteriza pelo aumento de bactérias e vírus na água, mas a quantidade de doentes e mortos vista agora demonstra que há algo mais sério acontecendo. Misturam-se diversos problemas e várias omissões. Um é o flagrante de não preparo dos governos federal, estadual e municipal em se antecipar a um problema já esperado. Boa parte da água distribuída em carros-pipa, por exemplo, tem como responsável pelo tratamento o próprio pipeiro. Há, ainda, uso incorreto (ou ausência) do cloro ou hipoclorito de sódio, distribuído gratuitamente pelo governo. Há quem prefira limpar a casa e lavar roupas com o material, no lugar de tratar a água. Não possuem a noção de que estão consumindo água misturada com morte. No Sítio Salgadinho, zona rural arcoverdense, havia dessa água. Toda a família de Juliana Santos da Silva, 22 anos, e do agricultor Júlio César de Lima, 29, sofreu diarreias fortes e episódios de vômitos. Os três filhos do casal foram hospitalizados: César Augusto (8) e Caio (6) voltaram para casa, mas Juley, 4 anos, não resistiu e morreu no mesmo dia em que foi levada ao hospital. Em seu atestado de óbito, constam colite aguda, dano alveolar e choque como causas da morte. A colite pode estar associada a parasitas como Escherichia, amoeba  e Entamoeba histolytica, transmitidas pela contaminação fecal na água. Juliana diz que a filha estava bem quando, no dia de sua morte, acordou com diarreia. Foi levada a um médico ao meio-dia. Às 17h, estava morta. César e Caio também estavam doentes: o último passou oito dias internado. Os meninos estavam contaminados pela bactéria Shigella, comum nas infecções que assolam o Nordeste pós-chuva.

Origem- A água que abastece as cisternas da região vem do Poço Brejo, em Buíque, vizinha a Arcoverde. O Exército, responsável por 900 carros-pipa no Estado, capta água no local e leva até as casas (o órgão também busca água de um poço da Compesa, em Tupanatinga). Muitas vezes, uma única cisterna serve a diversas famílias, como é o caso da existente na residência do agricultor Ivanildo Lima, 53, avô da menina morta (ele também ficou doente). Depois que a família foi acometida pela DDA, a cisterna ficou lacrada por quase um mês. A análise revelou água contaminada por coliformes. “Usamos a água trazida pelo Exército para tudo. Nunca tivemos problema, foi a primeira vez que ficamos doentes”, diz Juliana, tentando não chorar, na frente de desconhecidos, a perda de sua filha mais nova. Segundo Maria Lourdes, 43, mãe de Juliana e avó de Juley, só depois que várias pessoas do sítio apresentaram diarreia e vômito, o hipoclorito de sódio (em frascos de 50 ml) começou a ser distribuído na localidade. “Era difícil passar um agente de saúde aqui. Agora, eles vêm.” Apesar de tratar a água para beber com o hipoclorito, tanto Juliana quanto Julio, assustados com a perda da filha, passaram a comprar água mineral para os dois filhos. “Pesa no orçamento, mas é melhor assim. Não confio mais nessa água.”Segundo Isaac Salles, gerente da Vigilância em Saúde de Arcoverde, a população recebe o hipoclorito nas visitas dos agentes. O município conta hoje com 103 agentes, quando precisaria de mais 70 para que as ações preventivas fossem mais efetivas. “Falta também cuidado das pessoas”, observa, apontando para a cisterna da casa de Ivanildo. Na hora em que a reportagem passava no local, galinhas estavam sobre o reservatório (fechado). Na casa de Juliana, reservatórios também estavam fechados e não havia lixo espalhado. A comida estava bem acondicionada. Sugere que, naquele lar, não foi falta de higiene ou cuidado com a água que matou a menina de 4 anos.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A contaminação dos alimentos por agrotóxico

Por PGAPereira. No dia Mundial do Meio Ambiente, informações confirmaram que um terço dos alimentos consumidos cotidianamente ( um alimento de três que você comeu) pelos brasileiros está contaminado por agrotóxicos, segundo análise de amostras coletadas em 26 estados brasileiros, em uma pesquisa realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esta mesma pesquisa mostrou os alimentos mais contaminados por agrotóxicos no país, destacando-se na primeira posição o pimentão (91,8%), seguido pelo morango (63,4%), pelo pepino (57,4%) e pela alface (54,2%). Já o Mato Grosso destaca-se como o estado maior consumidor de agrotóxicos do país (18,9%), seguido por São Paulo (14,5%). O consumo de agrotóxico no Brasil aumentou significativamente. Enquanto o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, o mercado de agrotóxicos brasileiro cresceu 190%. A diminuição dos preços dos agrotóxicos, que são isentos de imposto, é a principal causa dos 953 milhões de litros de agrotóxicos pulverizados em 2011 – data do último estudo – no Brasil. Além disso, houve aumento no plantio de soja, que está entre as lavouras que mais precisam de agrotóxicos, o que corresponde a 40% do total utilizado no país. O tomate, a laranja e o mamão papaia são os que mais são pulverizados e com os agrotóxicos mais tóxicos. Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso são os estados que mais importam clandestinamente agrotóxicos proibidos. Há outros meios seguros de combater pragas de lavouras, como por exemplo, a irradiação que é muito usada nos EUA.  O que fazer, não existe fiscalização suficiente nesse imenso Brasil. Futuramente é câncer na certa de seus consumidores. Mas, o presidente e governadores são os responsáveis diretos por não tomares medidas de combate ao uso indiscriminado de agrotóxicos.

sábado, 8 de junho de 2013

Não me pagaram o terreno da Escola Prof. Jaime Coelho

por J. Alan. Uma das piores escolas estaduais de Pernambuco, até hoje um dos seis herdeiros, Paulo Gomes, não recebeu pela venda ao Estado de Pernambuco do terreno que ocupa a Escola Prof. Jaime Coelho com 5 hectares na vila N. S. de Fátima  sem número. Segundo o senhor Paulo Gomes ele nunca que assinou documentação alguma para o Estado de Pernambuco. Esta Escola Jaime Coelho foi uma invasão que precisa ser esclarecida pelo Estado de PE. Uma obra que custou R$ 2 milhões de reais trouxe um prejuízo ao senhor Paulo Gomes, por 5/6 de um hectare, de aproximadamente R$ 500 mil reais, esse é o valor que ele obtém se fosse loteado esse mesmo terreno. A Escola Jaime Coelho se caracterizou por invasões de seu próprio chão pelos políticos do município doando terrenos para fazer casas residenciais dentro de seu entorno, e 10 anos depois ocorreu a invasão da propriedade Campinas também de Paulo Gomes, no entorno dessa escola estadual, e que o senhor Paulo Gomes não teve assistência do então governador Miguel Arraes ou de qualquer outro órgão estadual ou federal, perdendo este senhor 2 hectares. A prefeitura e o Estado de Pernambuco surrupiaram grandes soma de dinheiro do senhor Paulo Gomes como, por exemplo, a Quadra Poliesportiva que passou por reformas e mudou de nome e o campo de futebol com 5 hectares (até hoje prefeitura e Estado de PE não pagou pela compra do terreno), a quadra de esporte que estão refazendo ao lado da casa de Joaquim Ferreiro (com 3 hectares), a sede da prefeitura, e a Vila N. S. de Fátima com 12 hectares (2 hectares de Paulo Gomes) caracterizada como uma invasão e que até hoje o senhor Paulo Gomes não recebeu absolutamente nada em dinheiro. O senhor Paulo Gomes está perplexo com tanta roubalheira nesse município de Buenos Aires. Todos sabem que o Estado de Pernambuco é um dos mais violentos do Brasil, aqui mandam os pistoleiros que são muitos, os políticos macumbeiros, e toda sorte de gangteristas e facções armadas passando despercebidos pela lei. É preciso que o poder público estadual se imponha e faça essas turbas respeitar a lei. Se a prefeitura forjou a invasão desses terrenos que ela pague aos proprietários, e que não vai ficar a vida toda sem prestar conta da grande quantia envolvida nessas desapropriações. O senhor Paulo Gomes, um pobre e sacrificado, não merece essa covardia que lhe aprontaram. Esta Escola Jaime Coelho trouxe um prejuízo enorme ao senhor Paulo Gomes uma vez que ele deixou de receber seus proventos no governo de Eduardo Campos há seis anos simplesmente que os alunos e a ex-diretora “Amo” usou de toda sacanagem e emboscadas durante 3 anos para surrupiar seus vencimentos e o Estado de Pernambuco excluí-lo de seus servidores. Segundo o Paulo Gomes, ele passou seis anos passando fome e sendo ignorado pela Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco cujo secretário era Danilo Cabral, o carrasco da leva de Eduardo Campos, com 3 mil casos de professores afastados e que ficaram sem receber, semelhante ao dele. O senhor Paulo Gomes não entende por que essa perseguição a ele, ou você acha que a governadoria, a prefeitura de Buenos Aires-PE e outras organizações estão fazendo esse jogo sujo para se aproveitar da carência da Justiça Federal nas pequenas cidades de Pernambuco que o ex-presidente Lula queria implantar?