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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Doenças diarreicas agudas da água em PE

por PGAPereira. Primeiro, a chuva que começou a cair sobre as áreas atingidas pela seca trouxe alegria: após dois anos de uma provação que parecia ter ficado no passado, o verde surgia e a água voltava para os rios, açudes e barragens. Pouco tempo depois, essa mesma chuva trazia assombro: hospitais e postos de saúde de dezenas de municípios recebiam uma quantidade inédita de pessoas com sintomas de doenças diarreicas agudas (DDA), que pode levar principalmente crianças e idosos à morte. Em Pernambuco, os números espantam: 46,5% dos municípios (86 cidades) estão em zona epidêmica (regionais de Arcoverde, Caruaru, Limoeiro, Goiana, Afogados da Ingazeira e Petrolina são as mais atingidas). Outros 41,1% estão em zona de alerta (76 cidades, sendo mais vulneráveis as regionais de Serra Talhada, Palmares, Salgueiro, Ouricuri e Garanhuns). Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, que não divulga a lista dos municípios, mas as gerências onde eles estão de janeiro a junho, seis óbitos foram causados pela DDA (cinco mulheres e um homem). Número pode aumentar porque outros casos esperam confirmação. Alagoas apresenta situação mais dramática: são 48 mortes, 11 delas em Palmeira dos Índios.
           Em Arcoverde, Sertão de Pernambuco, o número de doentes que procurou postos de saúde e hospitais é espantoso: em junho de 2012 foram 364 pessoas com DDA, este ano, no mesmo período, 1.720 pacientes apresentaram sintomas como vômito e diarreia forte, além de hepatite A, outra doença associada à água infectada. Historicamente, o período da chuva se caracteriza pelo aumento de bactérias e vírus na água, mas a quantidade de doentes e mortos vista agora demonstra que há algo mais sério acontecendo. Misturam-se diversos problemas e várias omissões. Um é o flagrante de não preparo dos governos federal, estadual e municipal em se antecipar a um problema já esperado. Boa parte da água distribuída em carros-pipa, por exemplo, tem como responsável pelo tratamento o próprio pipeiro. Há, ainda, uso incorreto (ou ausência) do cloro ou hipoclorito de sódio, distribuído gratuitamente pelo governo. Há quem prefira limpar a casa e lavar roupas com o material, no lugar de tratar a água. Não possuem a noção de que estão consumindo água misturada com morte. No Sítio Salgadinho, zona rural arcoverdense, havia dessa água. Toda a família de Juliana Santos da Silva, 22 anos, e do agricultor Júlio César de Lima, 29, sofreu diarreias fortes e episódios de vômitos. Os três filhos do casal foram hospitalizados: César Augusto (8) e Caio (6) voltaram para casa, mas Juley, 4 anos, não resistiu e morreu no mesmo dia em que foi levada ao hospital. Em seu atestado de óbito, constam colite aguda, dano alveolar e choque como causas da morte. A colite pode estar associada a parasitas como Escherichia, amoeba  e Entamoeba histolytica, transmitidas pela contaminação fecal na água. Juliana diz que a filha estava bem quando, no dia de sua morte, acordou com diarreia. Foi levada a um médico ao meio-dia. Às 17h, estava morta. César e Caio também estavam doentes: o último passou oito dias internado. Os meninos estavam contaminados pela bactéria Shigella, comum nas infecções que assolam o Nordeste pós-chuva.

Origem- A água que abastece as cisternas da região vem do Poço Brejo, em Buíque, vizinha a Arcoverde. O Exército, responsável por 900 carros-pipa no Estado, capta água no local e leva até as casas (o órgão também busca água de um poço da Compesa, em Tupanatinga). Muitas vezes, uma única cisterna serve a diversas famílias, como é o caso da existente na residência do agricultor Ivanildo Lima, 53, avô da menina morta (ele também ficou doente). Depois que a família foi acometida pela DDA, a cisterna ficou lacrada por quase um mês. A análise revelou água contaminada por coliformes. “Usamos a água trazida pelo Exército para tudo. Nunca tivemos problema, foi a primeira vez que ficamos doentes”, diz Juliana, tentando não chorar, na frente de desconhecidos, a perda de sua filha mais nova. Segundo Maria Lourdes, 43, mãe de Juliana e avó de Juley, só depois que várias pessoas do sítio apresentaram diarreia e vômito, o hipoclorito de sódio (em frascos de 50 ml) começou a ser distribuído na localidade. “Era difícil passar um agente de saúde aqui. Agora, eles vêm.” Apesar de tratar a água para beber com o hipoclorito, tanto Juliana quanto Julio, assustados com a perda da filha, passaram a comprar água mineral para os dois filhos. “Pesa no orçamento, mas é melhor assim. Não confio mais nessa água.”Segundo Isaac Salles, gerente da Vigilância em Saúde de Arcoverde, a população recebe o hipoclorito nas visitas dos agentes. O município conta hoje com 103 agentes, quando precisaria de mais 70 para que as ações preventivas fossem mais efetivas. “Falta também cuidado das pessoas”, observa, apontando para a cisterna da casa de Ivanildo. Na hora em que a reportagem passava no local, galinhas estavam sobre o reservatório (fechado). Na casa de Juliana, reservatórios também estavam fechados e não havia lixo espalhado. A comida estava bem acondicionada. Sugere que, naquele lar, não foi falta de higiene ou cuidado com a água que matou a menina de 4 anos.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A contaminação dos alimentos por agrotóxico

Por PGAPereira. No dia Mundial do Meio Ambiente, informações confirmaram que um terço dos alimentos consumidos cotidianamente ( um alimento de três que você comeu) pelos brasileiros está contaminado por agrotóxicos, segundo análise de amostras coletadas em 26 estados brasileiros, em uma pesquisa realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esta mesma pesquisa mostrou os alimentos mais contaminados por agrotóxicos no país, destacando-se na primeira posição o pimentão (91,8%), seguido pelo morango (63,4%), pelo pepino (57,4%) e pela alface (54,2%). Já o Mato Grosso destaca-se como o estado maior consumidor de agrotóxicos do país (18,9%), seguido por São Paulo (14,5%). O consumo de agrotóxico no Brasil aumentou significativamente. Enquanto o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, o mercado de agrotóxicos brasileiro cresceu 190%. A diminuição dos preços dos agrotóxicos, que são isentos de imposto, é a principal causa dos 953 milhões de litros de agrotóxicos pulverizados em 2011 – data do último estudo – no Brasil. Além disso, houve aumento no plantio de soja, que está entre as lavouras que mais precisam de agrotóxicos, o que corresponde a 40% do total utilizado no país. O tomate, a laranja e o mamão papaia são os que mais são pulverizados e com os agrotóxicos mais tóxicos. Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso são os estados que mais importam clandestinamente agrotóxicos proibidos. Há outros meios seguros de combater pragas de lavouras, como por exemplo, a irradiação que é muito usada nos EUA.  O que fazer, não existe fiscalização suficiente nesse imenso Brasil. Futuramente é câncer na certa de seus consumidores. Mas, o presidente e governadores são os responsáveis diretos por não tomares medidas de combate ao uso indiscriminado de agrotóxicos.

sábado, 8 de junho de 2013

Não me pagaram o terreno da Escola Prof. Jaime Coelho

por J. Alan. Uma das piores escolas estaduais de Pernambuco, até hoje um dos seis herdeiros, Paulo Gomes, não recebeu pela venda ao Estado de Pernambuco do terreno que ocupa a Escola Prof. Jaime Coelho com 5 hectares na vila N. S. de Fátima  sem número. Segundo o senhor Paulo Gomes ele nunca que assinou documentação alguma para o Estado de Pernambuco. Esta Escola Jaime Coelho foi uma invasão que precisa ser esclarecida pelo Estado de PE. Uma obra que custou R$ 2 milhões de reais trouxe um prejuízo ao senhor Paulo Gomes, por 5/6 de um hectare, de aproximadamente R$ 500 mil reais, esse é o valor que ele obtém se fosse loteado esse mesmo terreno. A Escola Jaime Coelho se caracterizou por invasões de seu próprio chão pelos políticos do município doando terrenos para fazer casas residenciais dentro de seu entorno, e 10 anos depois ocorreu a invasão da propriedade Campinas também de Paulo Gomes, no entorno dessa escola estadual, e que o senhor Paulo Gomes não teve assistência do então governador Miguel Arraes ou de qualquer outro órgão estadual ou federal, perdendo este senhor 2 hectares. A prefeitura e o Estado de Pernambuco surrupiaram grandes soma de dinheiro do senhor Paulo Gomes como, por exemplo, a Quadra Poliesportiva que passou por reformas e mudou de nome e o campo de futebol com 5 hectares (até hoje prefeitura e Estado de PE não pagou pela compra do terreno), a quadra de esporte que estão refazendo ao lado da casa de Joaquim Ferreiro (com 3 hectares), a sede da prefeitura, e a Vila N. S. de Fátima com 12 hectares (2 hectares de Paulo Gomes) caracterizada como uma invasão e que até hoje o senhor Paulo Gomes não recebeu absolutamente nada em dinheiro. O senhor Paulo Gomes está perplexo com tanta roubalheira nesse município de Buenos Aires. Todos sabem que o Estado de Pernambuco é um dos mais violentos do Brasil, aqui mandam os pistoleiros que são muitos, os políticos macumbeiros, e toda sorte de gangteristas e facções armadas passando despercebidos pela lei. É preciso que o poder público estadual se imponha e faça essas turbas respeitar a lei. Se a prefeitura forjou a invasão desses terrenos que ela pague aos proprietários, e que não vai ficar a vida toda sem prestar conta da grande quantia envolvida nessas desapropriações. O senhor Paulo Gomes, um pobre e sacrificado, não merece essa covardia que lhe aprontaram. Esta Escola Jaime Coelho trouxe um prejuízo enorme ao senhor Paulo Gomes uma vez que ele deixou de receber seus proventos no governo de Eduardo Campos há seis anos simplesmente que os alunos e a ex-diretora “Amo” usou de toda sacanagem e emboscadas durante 3 anos para surrupiar seus vencimentos e o Estado de Pernambuco excluí-lo de seus servidores. Segundo o Paulo Gomes, ele passou seis anos passando fome e sendo ignorado pela Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco cujo secretário era Danilo Cabral, o carrasco da leva de Eduardo Campos, com 3 mil casos de professores afastados e que ficaram sem receber, semelhante ao dele. O senhor Paulo Gomes não entende por que essa perseguição a ele, ou você acha que a governadoria, a prefeitura de Buenos Aires-PE e outras organizações estão fazendo esse jogo sujo para se aproveitar da carência da Justiça Federal nas pequenas cidades de Pernambuco que o ex-presidente Lula queria implantar?    

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Os sequelados pela esquistossomose em Pernambuco


por PGAPereira. A sina de pessoas expostas à falta de saneamento e, por consequência, à esquistossomose, é cruel quando não se consegue vencer efeitos do verme no organismo. Nas cidades em que o Programa de Enfrentamento das Doenças Negligenciadas da Secretaria Estadual de Saúde encontrou elevada transmissão e precária cobertura de água tratada e rede de esgoto, muitos são os sequelados. Chama a atenção crianças e adolescentes com doença grave, um indicador da atualidade do problema. Os irmãos Maria do Bom Despacho da Silva, 46 anos, e José Severino, 60 anos, desde a infância sempre tomaram banho de rio. Os preferidos eram o Tracunhaém e o Ribeiro, que passavam perto da casa deles, na zona rural de Aliança, município da Mata Norte, a 90 quilômetros do Recife. O que os dois não sabiam é que esse hábito tão aparentemente inofensivo e prazeroso iria mudar o rumo da vida deles quando a maturidade surgisse. Aos 42 anos, ela ficou paralítica e ele, a partir de 2012, passou a sofrer com hemorragias digestivas. Cada um tem um tipo de manifestação da esquistossomose, a doença negligenciada por décadas pelas políticas de saneamento e saúde. Maria do Bom Despacho e Severino moram em Upatininga, uma das 15 regiões críticas de Aliança, mapeadas pelo Sanar. Até hoje as pessoas de lá usam rio e fontes d’água duvidosas. Ao entrar no lugar, é comum ver gente empurrando carro-de-mão com tambor d’água retirada de cacimbas. Uma espécie de chafariz com água da Barragem do Engenho Gameleira, segundo moradores, também abastece o lugar. Mas, em razão do baixo nível dos mananciais, “o fornecimento é interrompido mais cedo”, conta um funcionário que toma conta do serviço municipal. Além disso, moradores e visitantes têm o hábito de nadar no rio como atividade de lazer. Na Ponte do Cipoal, desfrutam de uma queda d’água da água do Tracunhaém, que recebe esgoto sem tratamento e é habitat de caramujos infestados por larvas do parasita da esquistossomose. “Começou com um bolo na barriga, comecei a evacuar preto e a vomitar sangue”, conta Severino, que está afastado do trabalho no campo. A irmã dele parou totalmente de andar, depois que apareceu uma dor na coluna. Ela chegou a ser internada no Hospital da Restauração, no Recife, mas não conseguiu mais retomar os movimentos. Vive, agora, dependente da filha e do pai. A grande carga parasitária entope órgãos do aparelho digestivo, causando varizes de esôfago ou cirrose hepática. Ao mesmo tempo, pode se alojar na medula, causado a neuroesquistossomose, caso de Maria do Bom Despacho.
          Em Timbaúba, município vizinho de Aliança, também na zona canavieira, uma das vítimas da paralisia tem apenas 17 anos. O estudante Edvan Silva, morador do Centro da cidade, provavelmente foi infectado ao dar banho no cavalo de estimação, no Rio Capibaribe, que corta o município e é considerada outra fonte d’água contaminada. “Ele adoeceu aos 14 anos. Começou com uma dor na coluna numa sexta-feira e não conseguiu se levantar mais no domingo. Tinha perdido as forças das pernas”, conta a dona de casa Maria Cláudia da Silva, mãe do garoto. Edvan passou 30 dias internado no setor de Neuropediatria do Hospital da Restauração, no Recife, que diagnosticou a doença. Passou um ano em cadeira de rodas e vem recuperando gradativamente os movimentos, após tratamento medicamentoso e fisioterapia. “É muito ruim ficar assim”, diz o estudante, com lágrimas nos olhos. A doença atrapalhou os estudos e o seu principal lazer, que é andar a cavalo. A fisioterapia deixou de ser intensiva por causa da dificuldade de deslocamento ao Recife. Em Bom Conselho, no Agreste, o agricultor Sebastião Flauzino Pereira, 55 anos, que planta e cria animais no Sítio Frexeira, também ficou um ano sem andar. “Quando comprei a terra não sabia que aqui era a casa do xistossoma”, diz. Ficou três meses internado no Hospital Getúlio Vargas. “Foi muita sorte ter voltado a andar”. Apesar de ter sentindo tão diretamente o peso da doença, continua se expondo a uma nova infecção. “Já tomei remédio para o verme oito vezes e vou continuar tomando. Queira ou não queira, temos que por o pé na água”, afirma. Perto de lá, já próximo ao Centro da cidade, o mecânico José Heleno Machado Monteiro, 45 anos, sofre tetraplégico e sem diagnóstico certo. “Passei 90 dias no Hospital da Restauração. Saí de lá com uma bactéria Escherichia coli, uso sonda uretral e não tenho como fazer fisioterapia, pois me faltam companhia e transporte. Minha irmã, que cuidava de mim, está com câncer”. Ele chegou a iniciar tratamento no Hospital Sarah Kubitschek, de Salvador, onde desconfiaram de neuroesquistossomose. Sem acompanhamento médico domiciliar, embora more perto de um posto de saúde, o PSF José de França Rocha, Heleno aguarda apoio governamental.

Mortes  -  Por ano, em Pernambuco, morrem mais de 200 pessoas vítimas da esquistossomose. Nesse número, não estão incluídas aquelas em que a doença é considerada causa secundária. Essa frequência é a mais alta do País, pois aqui se registra um terço de todos os óbitos brasileiros causados pelo xistossomo. Uma das últimas vítimas foi Antônio Seabra da Paixão, 65 anos, natural de Timbaúba, área de transmissão permanente. Ele faleceu no dia 15 de março último, com hemorragia digestiva e choque hemorrágico, na UPA de São Lourenço da Mata, cidade onde residia. Foi vítima da doença e da assistência fragilizada da rede SUS, em que pacientes graves não conseguem transferência imediata para hospitais especializados nem são devidamente monitorados em ambulatórios de referência. “Chegamos depois das 16h à UPA. O primeiro médico que atendeu Antônio viu que a situação era grave e disse que ele seria transferido para o Pronto-Socorro Cardiológico ou para o Hospital  Agamenon Magalhães. Quando o plantão foi assumido por outra médica, ela resolveu pedir raio-X e exame de sangue. A transferência para o Agamenon ficou para mais tarde. Chegamos por volta das 2 horas ao HAM e lá não tinha mais vaga, retornamos à UPA na ambulância. Ele já estava pior, começou a vomitar sangue, perdeu mais de três litros e morreu às 5h18”, descreve a viúva, Corina Paixão. Antônio tomou banho de rio na juventude e só há três anos, num primeiro episódio de hemorragia digestiva, havia descoberto a esquistossomose. Na época, após atendimento emergencial no Hospital da Restauração, passou três meses recebendo tratamento no Hospital Oswaldo Cruz, mas de lá recebeu alta e não vinha tendo mais nenhum acompanhamento. As mortes por esquistossomose ocorrem também em jovens e crianças. Em Ipojuca, no Engenho Pará, uma das áreas críticas identificadas pelo Sanar, Maria Antônia e José Gomes da Silva sofrem até hoje com a morte da neta, Eveline, ocorrida há sete anos. “Ela tomava banho no Rio Ipojuca como todo mundo. De uma hora para outra, aos 11 anos, começou a ficar amarela, com anemia. Precisou ser internada”, conta a avó. Depois do diagnóstico e início da terapia – “o verme tinha penetrado no fígado dela”– voltou a ser hospitalizada para continuar o tratamento, mas acabou morrendo logo em seguida. O irmão mais velho, Erivelton, hoje aos 22 anos, tem hipertensão pulmonar causada pelo verme e vive graças a acompanhamento mensal no Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco.

terça-feira, 23 de abril de 2013

O que você deve saber sobre os cabelos


Por PGAPereira e RCoffey. 1 - Aqui está a verdade nua e crua: Pele e cabelo são essencialmente a mesma coisa, construídos de blocos idênticos de proteínas chamadas de queratina. 2 - Todos os mamíferos têm cabelos em algum momento de suas vidas, seja eles uma baleia recém-nascida, um escudo de espinhos duros de ouriço ou suas longas madeixas. 3 - Os insetos podem usá-lo também. Os pêlos microscópicos da barriga da Micronecta masculina de água doce podem ajudar a amplificar o seu apelo de acasalamento. 4 - Os pêlos das pernas sobre aranhas caça grilos funcionam como orelhas. O movimento do ar sobre os cabelos faz com que elas sintam poder "ouvir" os sons de baixa freqüência - abelhas zumbindo, por exemplo - e aqueles de média frequência, como buzinas de carros. 5 - O cabelo humano pode "provar". Nossos pulmões e passagens nasais têm requintadamente minúsculos pêlos chamados cílios que varrem as impurezas. Um estudante da Universidade de pós-graduação Iowa descobriu que os cílios pulmonares respondem apenas aos sabores amargos, como a nicotina. Ao prová-lo, os cabelos aumentam a sua taxa de varredura.
6 - Patologistas têm notado que os cílios nasais continuam a pulsar por até 21 horas após a morte de uma pessoa. 7 - No exterior, a pessoa média tem mais de 100.000 pêlos na cabeça, além de cerca de 4,9 milhões a mais em diversos outros lugares. 8 - Os primeiros seres humanos, provavelmente, possuíam cabelos pelo corpo todo porque eram muitas vezes infestado de parasitas como piolhos, pulgas e ácaros portadores de doenças, de acordo com cientistas do Hospital John Radcliffe, da Inglaterra e da Universidade de Reading. 9 - Quando perdemos a nossa pele, os raios ultravioletas do Sol danificam a nossa pele recém-exposta, que reagiu ao produzir melanina, um pigmento que absorve a radiação solar do Sol, explicam os antropólogos na Universidade Penn State. 10 - Mais destaques pré-históricos: Alguns neandertais eram ruivos. Um estudo de 2007 da Universidade de Harvard e da Max Planck Society da Alemanha encontrou uma variante do codificante gene de cabelo Vermelho - codificante de genes de cor de cabelo de 43.000 - e 50.000 anos de idade, restos de neandertais.
11 - Os gengibres provavelmente foram unidos por loiras e morenas. Os pesquisadores observam que, como os seres humanos modernos, os neandertais tinham uma variedade em seus genes de cabelo. 12 - É verdade que as loiras se divertem mais? Em 2006, o ex-psicólogo de Harvard Jerome Kagan relatou que em uma amostra de 101 crianças, os filhos loiros eram mais retraídos e tímidos.  13 - O cabelo sabe quando você está dormindo e quando você está acordado. "Genes relógios" controlam os nossos ritmos circadianos, e o lugar mais fácil para extrair evidências de sua atividade é de folículos pilosos, de acordo com pesquisadores da Yamaguchi University do Japão. 14 - Folículos, ou pequenos grupos de células, saem do couro cabeludo quando o cabelo é arrancado. Comparando-se os folículos em diferentes momentos do dia, pode revelar quando os genes estavam mais ativos. 15 - O cabelo também sabe onde você esteve. Em 2010, na Universidade de Utah, os químicos descobriram que a água da torneira e bebidas engarrafadas localmente nas 33 cidades testadas continha uma assinatura química única, que se transformou no cabelo de pessoas que delas beberam.
16- Se você fez um assalto em Denver, mas alegou que estava na Califórnia, seu cabelo pode denunciá-lo. 17 - Talvez sujo não seja tão ruim. O cabelo oleoso absorve o ozônio poluente do ar sete vezes mais do que o cabelo limpo, de acordo com os engenheiros ambientais de Ciência e Tecnologia da Universidade de Missouri. 18 - A diferença é que o cabelo oleoso também interage com os poluentes do ar para criar irritantes respiratórios, tais como formaldeído e 4-oxopentanal. Os efeitos reais na saúde destas "nuvens pessoais" permanecem desconhecidos. 19 - Uma coisa é certa: Você não quer comer o seu cabelo. Tricofagia é uma compulsão rara, mas potencialmente fatal para ingerir cabelo. Em 2012, os médicos na Índia removeram uma bola de pelo de 4 quilos do estômago de uma menina de 19 anos de idade. 20 - Eventualmente, podemos optar por induzir a calvície, ou alopecia. Os cabelos nos mantêm quentes - algo que não terá de se preocupar com as estações espaciais controladas pelo clima. O astrobiólogo Lewis Dartnell da University College London acrescenta: "O cabelo pode ser muito inconveniente, uma vez que flutua em torno de sua cabeça em gravidade zero." 

terça-feira, 16 de abril de 2013

Os problemas com implantes mamários


por PGAPereira. Devo receber implantes de mama? Existem alternativas? Será que eles precisam ser substituídos? E se você decidir começar a receber implantes há outras questões a cuidar. De solução salina ou de silicone? Que estilo? Quanto monitoramento é necessário? Há dois tipos de implantes mamários para venda nos EUA: soro fisiológico (solução de água salgada) e preenchido (cheio) de gel de silicone. Ambos têm uma concha de silicone externa e variam em tamanho e espessura da película externa e forma. No entanto, há riscos associados com todos os implantes mamários, incluindo: cirurgias adicionais; tecido cicatricial contratura-capsular que espreme o implante; dor na mama; ruptura (rasgos ou furos na película externa), com deflação de solução salina cheias de implantes; ruptura (sem sintomas) silenciosa de silicone preenchida com gel de implantes. Os especialistas sugerem cinco coisas que as mulheres devem saber sobre implantes mamários.  Saiba mais sobre riscos a longo prazo. Algumas mulheres com implantes mamários têm experimentado doenças do tecido conjuntivo, dificuldades de lactação ou problemas reprodutivos, e uma possível associação entre implantes mamários e do desenvolvimento de linfoma anaplásico de grandes células (ALCL), um tipo raro de linfoma não-Hodgkin. O monitoramento é fundamental – Recomenda-se que as mulheres com implantes mamários: comunique imediatamente quaisquer sinais ou sintomas incomuns a seus prestadores de cuidados de saúde, e relatar quaisquer efeitos secundários graves. Além disso, as mulheres com implantes de silicone devem receber ressonância magnética para detectar rupturas silenciosas três anos após a cirurgia e a cada dois anos depois disso. O seguro não pode cobrir esses exames. Recomenda-se que mulheres com implantes de mama continuem a realizar o auto-exame e as mamografias, comecem a olhar para os primeiros sinais de câncer. Só porque você tem implantes não significa que você pode ignorar as recomendações de saúde.